O mercado fitness brasileiro é um dos maiores do mundo em número de academias, mas ainda apresenta desafios estruturais quando comparado a economias mais maduras. Apenas 5% da população brasileira frequenta academias, enquanto em mercados como os Estados Unidos a taxa de penetração chega a 25%.
A média de membros por academia no Brasil é de aproximadamente 350 — significativamente inferior à observada em países como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, onde as unidades superam 1.200 a 1.500 membros em média. O gasto anual médio por usuário é de cerca de US$ 210, o que resulta em faturamento médio por unidade substancialmente inferior ao de economias comparáveis.
Somado à dificuldade histórica de acesso a crédito e capital de baixo custo, o setor apresenta elevada taxa de mortalidade empresarial ao longo de cinco anos.
É nesse contexto que o estudo conduzido pela EY-Parthenon analisa os impactos associados ao bem-estar corporativo no mercado fitness brasileiro.
O estudo avaliou se a estrutura analisada substitui receita existente ou amplia o mercado atendido pelas academias.
¹ PIB (Produto Interno Bruto) refere-se ao valor total de bens e serviços produzidos na economia de um país.
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De acordo com o estudo, esses números refletem o efeito multiplicador do investimento corporativo direcionado ao setor fitness.
O que isso representa para o setor
Os resultados indicam que o bem-estar corporativo atua como um canal estruturado de direcionamento de investimento corporativo ao mercado fitness, gerando impactos que vão além da relação direta entre academias e usuários e contribuindo para o fortalecimento do ecossistema como um todo.
Essa proporção sugere que a aquisição de novos usuários superou de forma significativa o efeito de migração dentro da amostra analisada.
O que isso indica sobre o perfil de crescimento
Os resultados apontam que a expansão associada ao bem-estar corporativo ocorreu predominantemente por meio de crescimento genuíno de mercado, e não pela simples redistribuição de membros já existentes, contribuindo para a ampliação do mercado endereçável das academias analisadas.
O estudo avaliou o impacto da integração ao bem-estar corporativo no desempenho operacional das academias analisadas.
O desempenho foi mensurado por meio do EBITDA — indicador que representa o lucro operacional do negócio antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
Entre as academias com maior participação do bem-estar corporativo na base de clientes, 75% registraram crescimento superior a 30%.
O que isso significa para o seu negócio
Academias normalmente operam com uma estrutura de custos majoritariamente fixa. Como grande parte das despesas já está estabelecida, a entrada de novos alunos tende a impactar o resultado operacional de forma mais direta.
Os achados indicam que o bem-estar corporativo pode contribuir para melhor aproveitamento da capacidade já existente, favorecendo crescimento com maior eficiência operacional.
O estudo também avaliou o comportamento dos usuários oriundos do benefício corporativo.
Em um setor historicamente impactado pela sazonalidade, o caráter recorrente dos usuários corporativos contribui para maior estabilidade operacional.
O que isso indica sobre a maturidade do negócio
Os resultados sugerem que o bem-estar corporativo pode apoiar maior previsibilidade de demanda ao longo do ano. A recorrência observada nos padrões de uso pode contribuir para uma gestão operacional mais estável, especialmente em contextos em que variações sazonais costumam impactar o desempenho financeiro.
O estudo conduzido pela EY-Parthenon fornece uma avaliação independente e quantitativa dos efeitos do bem-estar corporativo no mercado fitness brasileiro.
Com base em dados consolidados de 11 redes e 813 unidades — representando mais de 10% dos check-ins no país — os resultados indicam associação consistente entre a estrutura analisada e expansão incremental da base de clientes, crescimento relevante de receita em relação aos custos fixos, melhor utilização da capacidade instalada e maior estabilidade ao longo do tempo.
Os achados reforçam o papel do bem-estar corporativo como um canal estruturado de geração de demanda corporativa para academias e estúdios, com impactos refletidos tanto no desempenho individual das unidades quanto na dinâmica mais ampla do setor.
A análise considera uma amostra específica de dados em 2025. Embora estatisticamente representativa, os resultados podem variar de acordo com o modelo de negócio, estágio de maturidade e posicionamento estratégico de cada operador fitness.
80%
dos usuários eram novos na unidade
15%
eram usuários reativados
1 → 4
Para cada usuário migrado, quatro novos usuários ingressaram
²Maior frequência está associada a maior recorrência ao longo do ano.
Maior frequência média² de uso em
comparação com perfis tradicionais
Recursos
Suporte
A EY-Parthenon conduziu um estudo independente para avaliar o impacto financeiro do bem-estar corporativo no mercado fitness brasileiro em 2025.
A análise examinou a estrutura na qual empresas oferecem acesso a academias e estúdios como parte de seus programas de bem-estar corporativo, direcionando investimento corporativo recorrente às unidades parceiras por meio do uso contínuo dos colaboradores.
O estudo considerou dados consolidados de:
Com base nessa amostra estatisticamente relevante, o estudo avaliou impacto econômico, expansão da base de clientes, crescimento operacional e estabilidade de receita ao longo do tempo.
Fonte: Estudo EY-Parthenon (2025), com base em dados setoriais públicos, benchmarks internacionais e informações do SEBRAE/PR.